quinta-feira, outubro 13, 2011

Recrutamento e Gestão de Jovens Talentos


O jovem de hoje está cada vez mais aberto a assumir riscos e trabalhar em empresas e projetos inovadores, que causem impacto na sociedade e que tenham potencial de crescimento. Mas é preciso engajá-los da forma certa.

No próximo Workshop Endeavor em São Paulo, Sofia Esteves, fundadora e presidente do grupo DMRH, e Rogério Chér, ex-Diretor Corporativo de RH da Natura, vão ensinar como o empreendedor deve recrutar e gerir jovens talentos na sua empresa.


INSCRIÇÕES GRATUITAS!

Quando: 19/10/2011
Local: Auditório Steffi e Max Perlman - Rua Uberabinha, s/n, Vila Olímpia,
          São Paulo - SP

Saiba Mais e Inscreva-se - http://endeavor.org.br/eventos/gente-gestao/workshop-sp/recrutamento-e-gestao-de-jovens-talentos

terça-feira, julho 05, 2011

Onde conseguir dinheiro para abrir um negócio

Por Daniela Moreira, Editora da ExamePME

A falta de capital é uma barreira para que muitas ideias saiam do papel. Para contornar a dificuldade, alguns empreendedores optam por se desfazer de bens, outros batem à porta de amigos e parentes e outros optam ainda por levantar fundos junto a bancos e investidores.
Seja qual for o caminho escolhido, os especialistas são unânimes em aconselhar: planeje-se muito bem antes de começar a gastar para evitar prejuízos e dores de cabeça. “Ter um plano de negócios detalhado é fundamental para saber exatamente de quanto dinheiro você vai precisar, por quanto tempo e qual a taxa que você poderá pagar”, aconselha a professora do PROCED/FIA (Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração) Dariane Castanheira.

O documento também vai ajudar na hora de convencer o investidor – seja ele um ente querido ou uma instituição financeira – de que realmente vale a pena colocar dinheiro no seu negócio.

Com um bom plano de negócios em mãos, confira a seguir algumas alternativas para financiar seu empreendimento:

Recursos próprios

Uma prática comum entre quem abre um negócio é se valer de recursos próprios. Muitos executivos aposentados aplicam as economias acumuladas ao longo da carreira no empreendimento e outros ainda se desfazem de bens como carros e imóveis para financiar a empreitada. “É o melhor dinheiro, porque o empreendedor não vai pagar juros nem ter que dividir o negócio com ninguém”, argumenta Alexandre Chaia, professor de Economia e Finanças do Insper.

É necessário, no entanto, ter cautela para não colocar em risco todo o patrimônio adquirido. “É preciso ter caixa para segurar o negócio até que ele comece a dar lucro. É natural que no primeiro ano ele dê prejuízo, mas muitos empresários não conseguem passar dessa fase por falta de planejamento”, aponta Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios.

Amigos e familiares

A ajuda de amigos e parentes – recurso conhecido como “love money” nos Estados Unidos – é outra alternativa para quem precisa de quantias relativamente pequenas de dinheiro para abrir um negócio. A vantagem é que dificilmente seus entes queridos vão bancar os agiotas para o seu lado.

No entanto, ao optar por essa “linha de crédito” especial, é importante formalizar o empréstimo. “Faça um documento detalhado com prazos e taxas para não ter problemas depois”, recomenda Leite. Como contrapartida, ele aconselha definir uma taxa de remuneração ao “investidor” que fique abaixo daquilo que você pagaria para o banco, mas que seja maior do que ele ganharia em uma aplicação financeira convencional, como a poupança.


Sócio investidor

Na falta de um ente querido, o empreendedor também pode buscar um sócio investidor com quem não tenha necessariamente vínculos afetivos. “É uma boa alternativa, porque você tem um parceiro a longo prazo”, opina Chaia. A fórmula tradicional, em que um sócio entra com o dinheiro e outro com o trabalho, pode dar certo desde que as regras do jogo fiquem claras desde o início. A porcentagem de cada sócio no negócio deve ser definida em contrato logo de saída, assim como as obrigações e direitos de cada um na sociedade.


Empréstimo

Pedir um empréstimo ao banco é outro recurso à disposição do empreendedor, mas deve ser usado com parcimônia. As linhas de crédito convencionais cobram taxas de juros que podem acabar por comprometer o sucesso do negócio. “É preciso fazer um bom planejamento para avaliar se, mesmo após o pagamento dos juros, o negócio continuará rentável”, alerta Dariane.

O empresário que está começando do zero também pode ter dificuldades para conseguir oferecer as garantias necessárias para levantar os recursos de que necessita. “O que vai ser levado em consideração é seu histórico como pessoa física, seu relacionamento com o gerente da conta e os bens que ele pode oferecer como garantia”, explica Chaia.

Uma alternativa, para quem não tem um patrimônio para empenhar, é recorrer aos fundos garantidores. “É uma  espécie de seguro que isenta o empreendedor de oferecer garantias próprias”, detalha Dariane. Em qualquer um dos cenários, o importante é fazer cálculos criteriosos e provisões conservadoras para evitar assumir dívidas difíceis de serem quitadas no futuro.

BNDES

Uma alternativa para fugir dos altos juros dos empréstimos tradicionais são as linhas de fomento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). A instituição oferece diferentes linhas de acordo com a necessidade do negócio, abrangendo capital de giro, aquisição de máquinas, insumos e serviços e até investimentos em inovação. Para identificar qual é a opção mais adequada para o seu tipo de negócio, é necessário um mergulho no site do banco.

“Algumas linhas oferecem crédito com juros a partir 20% ao ano”, conta Dariane. “É mais simples de conseguir do que pode parecer à primeira vista”, testemunha a professora, que ofereceu consultoria a empresas que captaram recursos junto à instituição recentemente.


Capital de risco

O capital de risco vem crescendo em ritmo acelerado no Brasil. A previsão, segundo um levantamento do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), é que sejam investidos  US$ 17,8 bilhões nos próximos 3 a 5 anos no Brasil. A boa notícia para o pequeno empresário é que grande parte deste montante será investida em negócios em fase inicial de desenvolvimento. Fundos de capital semente e investidores anjo são as melhores alternativas para quem ainda está tirando o negócio do papel. “É interessante porque ele assume o risco junto com o empreendedor”, destaca Chaia. Outra  vantagem deste tipo de investidor é que ele pode dar uma apoio ao empreendedor que vai além do dinheiro, ajudando-o a ampliar seu networking e a administrar melhor o negócio.
Para ir buscar este tipo de recurso, no entanto, é necessário ter uma proposta inovadora de negócio. Os investidores de risco buscam empresas com alto potencial de crescimento – já que o seu objetivo final é multiplicar o capital investido –, portanto o modelo de negócio tem que ser escalável e repetível. Isso significa que a empresa tem que ter possibilidades claras de expansão, seja atingindo novas geografias ou novos segmentos de consumidores. É importante ter em mente também que, neste tipo de operação, o investidor fica com um porcentual da empresa. Saber negociar é fundamental para não acabar cedendo uma fatia muito grande do seu negócio em troca dos recursos.

Incubadoras

Para quem desenvolve pesquisas no ambiente universitário, uma saída para transformar o projeto em negócio é recorrer às incubadoras. Nem todas aplicam recursos diretos na empresa, porém a maioria delas fornece recursos subsidiados – como instalações físicas e serviços básicos compartilhados – que tornam os custos para manter o negócio bem mais viáveis. Para ser aceito, é preciso passar por uma “peneira” – fique atento às chamadas de inscrição no site da incubadora de seu interesse.

Subvenção

A subvenção econômica é um dos recursos mais interessantes para empresas que estão bem no início da sua trajetória, pois em muitos casos os recursos investidos não precisam ser devolvidos. Este é o caso do programa PRIME, da FINEP, que entra em sua segunda etapa em 2011. Na primeira fase, iniciada em 2008, foram apoiadas 1331 empresas com até dois anos de vida. Cada uma delas recebeu 120 mil reais não-reembolsáveis para investir no aprimoramento da gestão e dos seus produtos.

“Em geral, o dinheiro é investido em serviços de consultoria financeira ou técnica. O objetivo é que a empresa se organize e fique apta a produzir”, explica Murilo Azevedo Guimarães, superintende de subvenção e cooperação da FINEP. O processo de seleção das empresas contempladas é feito por meio de incubadoras, que atuam como agentes do programa. Como no caso do capital de risco, a prioridade também é para negócios inovadores e de potencial alto impacto.


Financiamento colaborativo

O financiamento colaborativo – ou “crowdfunding”, como é mais conhecido – é uma nova alternativa para financiar alguns tipos de empreendimento – em especial, projetos ligados a arte e cultura. Em plataformas como o Catarse, o empreendedor apresenta seu projeto e angaria doações que são recompensadas com “mimos”, que vão desde um simples crédito de agradecimento ao doador até prêmios mais substanciais, como CDs, DVDs, ingressos e jantares – o perfil da recompensa varia conforme o teor do projeto.
É uma alternativa interessante do ponto de vista financeiro, já que o empreendedor tem apenas que ceder uma comissão sobre o valor levantado aos administradores da plataforma – em geral, 5%. Mas o campo de atuação do empresário fica bastante restrito, já que as plataformas de crowdfunding são voltadas a segmentos específicos, geralmente ligados à criatividade e à inovação.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/onde-conseguir-dinheiro-para-abrir-um-negocio

5 passos para ser um líder de sucesso

Por Daniela Moreira - ExamePME

 Todo negócio precisa de um bom líder para prosperar. Delegar tarefas, manter os funcionários motivados e servir de exemplo para a equipe estão entre as funções de quem comanda um empreendimento.
Confira a seguir cinco passos para se tornar um líder de sucesso:

1. Articule os interesses
Garantir a harmonia e o equilíbrio no relacionamento da equipe é tarefa básica de um líder. O maior desafio é conciliar os diferentes interesses que convivem em uma mesma organização, articulando-os de maneira produtiva. “É essencial fazer todos entenderem como cada um pode, em sua área, colaborar com o desenvolvimento do projeto de trabalho, sem necessariamente conflitarem em suas ideias”, explica Martins.

2. Mantenha um canal aberto com a equipe
Para que os colaboradores possam assimilar os valores e princípios que norteiam o negócio, é fundamental comunicar-se com clareza e objetividade. Da mesma forma, é importante estar aberto a ouvir o que cada um tem a dizer sobre assuntos diversos. “Isso estabelece uma relação de confiança com o grupo, criando uma sintonia e um ambiente encorajador para que todos se sintam parte relevante do processo de trabalho”, afirma.

3. Estabeleça e verifique padrões de trabalho
A padronizações nos processos de trabalho é crucial para que o desempenho da empresa possa ser medido adequadamente e para que correções de rumo possam ser feitas mais rapidamente. É função de um bom líder estabelecer estes processos. “Com a execução de práticas mais uniformes, os resultados ficam menos sujeitos a variações e a equipe se mantém focada nos objetivos da organização”, destaca Martins. É importante também ter métodos eficazes para verificar o cumprimento destes processos.

4. Promova uma cultura de inovação
Criar um ambiente propício à inovação também é tarefa de um líder que quer ver seu negócio decolar. “É importante incentivar e estimular a diversidade de ideias, a fim de tornar o ambiente de trabalho mais criativo e inovador”, destaca o executivo.  O bom líder facilita a aceitação desta cultura por parte da equipe e sua internalização aos processos de trabalho.

5. Multiplique as boas lideranças
Um bom líder é aquele que sabe identificar e fomentar outras lideranças dentro do seu negócio. “Isso significa procurar pessoas com caráter inovador e motivador, que exerçam uma influência positiva sobre o grupo”, ressalta Martins. Ter líderes confiáveis em diversos níveis faz com que todos os segmentos da empresa estejam alinhados na busca pela excelência, ele acrescenta.

Autora: Daniela Moreira, editora de PME de EXAME.com, Seu e-mail é daniela.moreira@abril.com.br
Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/5-passos-para-ser-um-lider-de-sucesso

quinta-feira, junho 30, 2011

As 10 principais tendências na internet

Em plena expansão, o mercado de internet vem se mostrando cada vez mais atraente. Cada vez mais empreendedores passam a desenvolver projetos e depositar as fichas nas promissoras startups. Há todo momento surgem redes sociais, portais de compra coletiva, e-commerces. No entanto, quais são as verdadeiras tendências para os negócios na internet brasileira?
Para auxiliar os novos empreendedores a acertarem em cheio no projeto de startup, relacionamos as dez principais tendências da internet:
1. Geolocalização – O que não falta na internet é informação. No entanto, o internauta quer conteúdo relevante, que seja importante para ele. Dessa forma, a geolocalização tem sido uma grande tendência, levando informações ao usuário de acordo com o local que ele se encontra.
2. Conteúdo Personalizado – O internauta quer ter cada vez mais os ambientes com a sua cara. O conteúdo personalizado é a bola da vez. Em um portal de esportes, por exemplo, o internauta quer segmentar o que lê pelo time do coração, o esporte predileto e ter essas informações logo de cara. É cada vez mais comum fazer com que o internauta se sinta em casa.
3. Construção Colaborativa  A internet possibilita cada vez mais que as pessoas possam gerar e compartilhar informações. Guias ou redes sociais com conteúdo colaborativo são ótimas opções para fazer os usuários interagirem e passarem a discutir e criar tendências.
4.   Recomendação Entender o perfil do seu usuário e recomendar produtos ou serviços baseado em seu perfil será um grande diferencial, pois além de aumentar a conversão de venda é uma excelente estratégia de fidelização, uma vez que cria uma relação de confiança com seu cliente. Ele se sente único.
5.   Mobilidade – Com a invasão dos smartphones e tablets as pessoas estão cada vez mais tempo conectadas. A mobilidade está na palma da mão, no bolso de cada um e as pessoas querem consumir produtos e serviços de todos esses aparelhos, em qualquer lugar, no trânsito, na rua, no restaurante etc. Os usuários estão conectados na internet a todo o momento. É um movimento quase instantâneo de recebimento, interação e resposta com essa tecnologia móvel.  E esse novo hábito gera, por sua vez, um mundo de oportunidades para os empreendedores.
6.   Multi Plataforma – Com a tendência da mobilidade, foi criada a necessidade de um conteúdo/serviço ser acessível a partir de qualquer plataforma. Seja em um desktop, smartphone, tablet ou até mesmo em virtual work place. As empresas do futuro têm que oferecer seus produtos e serviços em todas essas plataformas e assim capturar seu cliente em todos os momentos.
7.   Conexão com redes sociais – Cada vez mais os produtos vão se apoiar em determinados públicos alvos. E, para isso, as redes sociais são pontes essenciais para alavancarem esses segmentos. Uma marca precisa estar presente na rede social para saber como e o que estão falando sobre seus produtos e principalmente “conversar” com seu cliente.
8.  Realidade Aumentada – O que antes parecia coisa de cinema, hoje está praticamente à nossa porta. A realidade aumentada está aí, e cada vez mais é possível encontrar sites utilizando a tecnologia para criar mais interatividade entre os usuários e o produto.
9.  Social Commerce – O social commerce consiste em usar as redes sociais como uma plataforma de vendas. As redes sociais são a porta de entrada para os internautas criarem uma primeira relação com as marcas e produtos. Então por que não oferecer seus produtos nas redes sociais?
10.  Interação entre on e o offline – Cada vez mais é comum vermos uma experiência ser iniciada no mundo online migrando ao off line. Os sites de compras coletivas são ótimos exemplos dessa integração. Você pesquisa na internet sobre o local, procura a opinião das pessoas em redes sociais, compra o voucher, e aí passa ao mundo real utilizando a experiência virtual.


Autor - Marcus Andrade, sócio fundador do Guidu, www.guidu.com.br, guia online, em formato de rede social, com conteúdo colaborativo, onde os próprios usuários dão dicas e fazem os comentários dos estabelecimentos.
http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI239796-17141,00.html

sábado, junho 04, 2011

O valor de uma palestra

Parto sempre de um princípio: não acho caro, o que eu não sei fazer. Serviços de mecânico, eletricista,  bombeiro, e tantos outros, estão fora da minha competência. Por isso, respeito os valores cobrados por esses profissionais. É claro que eu posso – e devo – negociar o valor solicitado. Mas dentro de um padrão que não desqualifique o trabalho. Vamos a um “por exemplo”: Se alguém pedir 50 reais por um serviço, eu posso solicitar um desconto de 10%. Por que não? O que eu não devo é pedir, pelo mesmo trabalho, um desconto de 50%. Agir assim é desrespeitar a qualificação do outro.
Falei nesses serviços básicos porque são normalmente os que têm os seus valores mais questionados. Talvez por serem exercidos, em grande parte,  por pessoas  com baixa escolaridade formal. Mas há serviços, realizados por profissionais de nível superior, que as pessoas pagam, sem fazer cara feia. Outro “por exemplo”: serviços médicos. Você vai ao consultório, que já tem estabelecido o valor da consulta, e  não há o que discutir. Assim também se dá com os serviços de advocacia, arquitetura e outros mais, cujos valores não são contestados.
Mas, se há uma atividade realizada geralmente por profissionais de nível superior, e que tem o seu valor questionado, é a de palestrante. Talvez a explicação esteja no fato da pessoa ser vista como um professor, e aí se leva para esse cálculo toda a carga de preconceito e desvalorização que é atribuída à categoria.
É comum se ouvir comentários de pessoas escandalizadas, ao saberem que alguém cobra 1.500 reais por uma palestra de duas horas. O espanto é mais ou menos nesse tom: “Mil e quinhentos reais por apenas duas horas? É muito caro!...”
Veja que ninguém questiona pagar 500 reais por uma consulta médica que, quando muito,  dura 15 minutos. Ou outros tantos valores pela planta de uma edificação ou pela defesa de uma causa na justiça. Mas foi algo ligado ao magistério, todo mundo se acha no direito de questionar, pejorativamente, o seu valor.
Para esses questionamentos, a resposta é: uma palestra de duas horas, para chegar ao ponto de ser ministrada,  exige muitos anos de estudos anteriores. E pego o meu caso: As palestras que hoje eu realizo, resultam de 55 anos de estudos. Trocando em miúdos: a minha preparação para a tal palestra de 2 horas, começou quando eu fui pela primeira vez à escola, aos 5 anos de idade. Conclui, o que se chamava à época,  curso primário,  ginásio,  científico, fiz três faculdades, duas especializações,  mestrado e diversos outros cursos e palestras que, juntos, forneceram os conhecimentos que me permitem ministrar a tal palestra de duas horas. Acrescente-se a isso o contato com a literatura especializada, revistas, jornais, sites na internet, que fazem parte da rotina de preparação, pela qual passam os milhares de palestrantes pelo , mundo a fora.
Mais um detalhe: a minha área é empreendedorismo e gestão de pessoas. Se me convidam para falar sobre engenharia aeroespacial, é claro que eu não irei, pois não tenho competência para isso. Mas, quem é dessa área, com facilidade dará cabo dessa tarefa. Ou seja, os 30, 40 ou 50 anos de estudos lhe dão essa condição.
Portanto, antes de achar caro o serviço cobrado pelo outro, ou tentar desqualificá-lo propondo valores aviltantes ao seu trabalho, pense nessas variáveis que levam à determinação do seu preço. Ou então, peça uma cortesia. Talvez o palestrante tope.

Autor: Fernando Leal, mestre em educação, palestrante e professor universitário. fleal13@hotmail.com
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