Parto sempre de um princípio: não acho caro, o que eu não sei fazer. Serviços de mecânico, eletricista, bombeiro, e tantos outros, estão fora da minha competência. Por isso, respeito os valores cobrados por esses profissionais. É claro que eu posso – e devo – negociar o valor solicitado. Mas dentro de um padrão que não desqualifique o trabalho. Vamos a um “por exemplo”: Se alguém pedir 50 reais por um serviço, eu posso solicitar um desconto de 10%. Por que não? O que eu não devo é pedir, pelo mesmo trabalho, um desconto de 50%. Agir assim é desrespeitar a qualificação do outro.
Falei nesses serviços básicos porque são normalmente os que têm os seus valores mais questionados. Talvez por serem exercidos, em grande parte, por pessoas com baixa escolaridade formal. Mas há serviços, realizados por profissionais de nível superior, que as pessoas pagam, sem fazer cara feia. Outro “por exemplo”: serviços médicos. Você vai ao consultório, que já tem estabelecido o valor da consulta, e não há o que discutir. Assim também se dá com os serviços de advocacia, arquitetura e outros mais, cujos valores não são contestados.
Mas, se há uma atividade realizada geralmente por profissionais de nível superior, e que tem o seu valor questionado, é a de palestrante. Talvez a explicação esteja no fato da pessoa ser vista como um professor, e aí se leva para esse cálculo toda a carga de preconceito e desvalorização que é atribuída à categoria.
É comum se ouvir comentários de pessoas escandalizadas, ao saberem que alguém cobra 1.500 reais por uma palestra de duas horas. O espanto é mais ou menos nesse tom: “Mil e quinhentos reais por apenas duas horas? É muito caro!...”
Veja que ninguém questiona pagar 500 reais por uma consulta médica que, quando muito, dura 15 minutos. Ou outros tantos valores pela planta de uma edificação ou pela defesa de uma causa na justiça. Mas foi algo ligado ao magistério, todo mundo se acha no direito de questionar, pejorativamente, o seu valor.
Para esses questionamentos, a resposta é: uma palestra de duas horas, para chegar ao ponto de ser ministrada, exige muitos anos de estudos anteriores. E pego o meu caso: As palestras que hoje eu realizo, resultam de 55 anos de estudos. Trocando em miúdos: a minha preparação para a tal palestra de 2 horas, começou quando eu fui pela primeira vez à escola, aos 5 anos de idade. Conclui, o que se chamava à época, curso primário, ginásio, científico, fiz três faculdades, duas especializações, mestrado e diversos outros cursos e palestras que, juntos, forneceram os conhecimentos que me permitem ministrar a tal palestra de duas horas. Acrescente-se a isso o contato com a literatura especializada, revistas, jornais, sites na internet, que fazem parte da rotina de preparação, pela qual passam os milhares de palestrantes pelo , mundo a fora.
Mais um detalhe: a minha área é empreendedorismo e gestão de pessoas. Se me convidam para falar sobre engenharia aeroespacial, é claro que eu não irei, pois não tenho competência para isso. Mas, quem é dessa área, com facilidade dará cabo dessa tarefa. Ou seja, os 30, 40 ou 50 anos de estudos lhe dão essa condição.
Portanto, antes de achar caro o serviço cobrado pelo outro, ou tentar desqualificá-lo propondo valores aviltantes ao seu trabalho, pense nessas variáveis que levam à determinação do seu preço. Ou então, peça uma cortesia. Talvez o palestrante tope.
Autor: Fernando Leal, mestre em educação, palestrante e professor universitário. fleal13@hotmail.com
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sábado, junho 04, 2011
O valor de uma palestra
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quarta-feira, maio 04, 2011
A Palavra SINCERA
Eles fabricavam certos vasos com uma cera especial tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos era possível distinguir os objetos guardados no interior do vaso. Para um vaso assim, fino e límpido, diziam os romanos: Como é lindo! Parece até que não tem cera!
"Sine cera" queria dizer "sem cera", uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes.
Com o tempo, o vocábulo "sine cera" se transformou em sincero e passou a ter um significado relativo ao caráter humano. Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não
usa disfarces, malícias ou dissimulações. A pessoa sincera, à semelhança do vaso, deixa ver através de suas palavras os nobres sentimentos de seu coração.
Assim, procuremos a virtude da sinceridade em nossos corações. Sim, pois na forma de potencialidade ela está lá, aguardando o momento em que iremos despertá-la, e cultivá-la em nossos dias.
Se buscamos a riqueza do espírito, esculpindo seus valores ao longo do tempo, devemos lembrar da sinceridade, deste revestimento que nos torna mais límpidos, mais delicados.
Por que razão ocultar a verdade, se é a verdade que nos liberta da ignorância?
Por que razão usar disfarces, se cedo ou tarde eles caem e seremos obrigados a enfrentar as conseqüências funestas da mentira?
Sejamos sinceros, lembrando sempre que esta virtude é delicada, é respeitosa, jamais nos permitindo atirar a verdade nos rostos alheios como uma rocha cortante.
Sejamos sinceros como educadores de nossos filhos. Primemos pela honestidade ensinando-lhes valores morais, desde cedo, principalmente através de nossos exemplos.
Sejamos sinceros e conquistemos as almas que nos cercam. Sejamos o vaso finíssimo que permite, a quem o observa, perceber seu rico conteúdo. Sejamos sinceros, defensores da verdade acima de tudo, e carreguemos conosco não o fardo dos segredos, das malícias, das dissimulações, mas as asas da
verdade que nos levarão a vôos cada vez mais altos.
Por fim, lembremo-nos do vaso transparente de Roma, e procuremos tornar assim o nosso coração.
(autor não identificado)
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sábado, abril 09, 2011
Atitude é Tudo de Bom

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.
- Hummm (ela disse) acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.
ATITUDE É TUDO!
Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Viva com simplicidade.
Ame generosamente.
Cuide-se intensamente.
Fale com gentileza.
E, principalmente, não reclame.
Se preocupe em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!
E deixe o restante com Deus.
(autor não identificado)
(autor não identificado)
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